Estados de Alma

Estados de Alma

Folheando os poemas como a autora os organizou, verificamos que o tempo que abrangem é longo, desde quase a sua juventude até esta fase madura, revelando a ingenuidade ou a sensualidade comedida de Regina Bacelar.

A linguagem que usa é de uma grande simplicidade, o que produz efeito ingénuo, mas profundo. O recurso a imagens e metáforas, comparações simples, enunciações leves reiterativas, confronta-nos com um imaginário religioso, doloroso e de esperança quase angustiante, e o seu suave erotismo sugerindo sem medo, espontaneamente pueril. Apenas um temor do cruel, de não ter tempo para viver tudo o que a inquieta, este eu poético que se apresenta temeroso, mas corajoso face ao outono da vida, como diz.

A escolha do conjunto de poemas apresentado em “Estados de Alma” revela a sua escrita feminina, como em toda a sua poesia, parecendo desculpar-se da ideia que a autora sente forte, cáustica, por vezes dura. A simplicidade emotiva e sensitiva escorre através dos poemas permitindo-nos sentir a sensibilidade da poeta.

O conjunto é revelador de um eu que procura a poesia nas coisas simples da vida, sentimentos pequenos que nos enaltecem, memórias que nos ocorrem, sensações tão dizíveis como as reais. Vão permitir ao leitor percorrer a vida de Regina Bacelar, saber dos seus medos e alegrias, conhecer melhor os seus inquietantes arrepios, dores e sentimentos. A lista deste conjunto de poemas é perfeita para fazermos uma viagem sensível na companhia da autora

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