chico cuanhama

Francisco Delgado “Chico Cuanhama” – Nas matas de Angola

Quem foi o “Chico Cuanhama”?
Francisco Delgado foi um daqueles homens que a guerra colocou no caminho do autor e que o tempo nunca conseguiu retirar da sua memória.
Nas matas de Angola, entre emboscadas, minas, ataques, longas progressões e noites em que sobreviver até ao amanhecer era já uma vitória, o Chico Cuanhama tornou-se mais do que um camarada de armas. Tornou-se um amigo para a vida.
Destemido, irreverente e por vezes quase inconsciente perante o perigo, surge nestas páginas empunhando a HK21, carregando o lança-rockets ou avançando para situações onde o medo existia, mas não tinha autorização para mandar.
Ao seu lado estavam outros homens. E estava também Kali, o cão de guerra que tantas vezes pressentiu aquilo que os olhos humanos ainda não conseguiam ver.
Este livro recupera algumas das operações, episódios e aventuras que aqueles jovens viveram numa guerra sem romantismos: há sangue, cadáveres, minas, feridos, medo, exaustão e morte. Há o cheiro insuportável da decomposição, o silvo das balas e a incerteza sobre aquilo que poderia estar escondido alguns metros mais à frente.
Mas há também amizade, lealdade, humor e gargalhadas nos lugares mais improváveis.
Porque a guerra não era feita apenas de tiros. Era feita de homens.
Mais de meio século depois, o autor regressa àquelas matas através da memória e de fotografias guardadas durante décadas, para contar histórias que não pretende transformar em heroísmo.
São histórias de homens que tiveram medo e avançaram na mesma.
E, entre todos eles, permanece Francisco Delgado, o Sargento-Mor “Chico Cuanhama”, camarada e amigo a quem estas páginas são dedicadas.
Talvez, quando chegar à última página, o leitor perceba porquê.

 

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